sábado, 18 de maio de 2013

DENOTAÇAO E CONOTAÇÃO

Se há uma matéria que gosto de lecionar é esta: Denotação e Conotação, porque é por meio dela que o Português fica gostoso e podemos brincar com as palavras. E quem é que não gosta de brincar com o som e principalmente, com a semântica delas???
O assunto para ser compreendido sem dúvidas pelos alunos, deve passar primeiro pelo contexto. Ou seja, para que o aluno entenda o significado de uma palavra ele precisa conhecer o contexto em que a palavra está inserida. Um exemplo simples que dou em sala de aula e que faz efeito é com a palavra pastel.
Ao procurarmos o significado da palavra pastel no dicionário podemos encontrar várias acepções para ela:
substantivo masculino
1
Rubrica: culinária.massa de farinha de trigo, com recheio salgado ou doce, que se frita ou assa
2
Rubrica: culinária. Regionalismo: Portugal.bolinho salgadoEx.: p. de bacalhau 3 Regionalismo: Brasil. Uso: informal.indivíduo enfadonho, aborrecido
4
Regionalismo: Minas Gerais, Rio de Janeiro. Uso: informal.indivíduo lerdo, pateta
5
Rubrica: artes gráficas.na caixa tipográfica, a mistura de tipos dentro dos caixotins; gralha, erro tipográfico devido ao empastelamento das letras ou matrizes
Fonte: Houaiss



Você poderá usar a palavra em vários momentos e dependendo do contexto ela terá significados diferentes.
Então, quando quiser chamar aquele cara que não repara em você, você poderá considerá-lo um verdadeiro pastel (cuidado que pode ser ofensivo demais para a pessoa que recebe esse chamativo)
Nesse caso do cara pastel...o vocábulo pastel tem uma classificação gramatical de adjetivo, você qualifica alguém de pastel.
Ex. Marcelo foi um verdadeiro pastel !

Se for o pastel da padaria da esquina, você vai pensar na massa de farinha de trigo com recheio doce ou salgado.

Ex. Comi um pastel delicioso na padaria Veneza! A palavra pastel aí adquire o status de substantivo.

E há também as cores e os variados tons de pastel que você pode usar na parede de sua casa.

Ex. Gostei da cor pastel na parede da sala. Ficou aconchegante!

Nesta frase, pastel também adquire a classe gramatical de adjetivo que qualifica a palavra cor...
Mas atenção: Se você apenas usa o vocábulo pastel para substitui cor, a palavra transforma-se em substantivo...então vamos lá:
Ex.1 Gostei do pastel na parede da sala. Ficou aconchegante!!!

Muito bem, e é aí que entra o tópico deste post.
Os sentidos conotativos e denotativos para as palavras.
Para você compreendê-los, você deve ficar atento ao contexto em que a palavra está inserida como no último exemplo:
Se você estiver completamente desconectado da realidade, você pode achar que é um pastel de padaria que está pregado na parede (!!!!).
Se você souber que existem cores pasteis, haverá um conhecimento prévio e um entendimento amplo do que está send dito. Portanto, pastel é a cor da parede.

Se eu falar que Marcelo foi pastel comigo...Você vai pensar que Marcelo em alguma situação foi lerdo comigo, não entendeu o que eu queria dizer...

O sentido denotativo expressa o sentido usado no seu princípio primário. É a massa que cobre o recheio doce ou salgado.

O sentido conotativo expressa o sentido derivado da palavra pastel: como lerdo, chocho.

Para interpretarmos bem um texto é necessário observarmos o contexto em que ele está inserido...é um texto de ficção ou de não ficção? É um texto do século atual ou do século passado? Qual o conhecimento prévio que tenho do assunto? Qual o gênero textual? Como classifico esse texto? Comédia, drama, informativo, poético, instrucional ?
Depois de ter respostas para estas perguntas começo a depreender as palavras que estão no sentido conotativo e no sentido denotativo. Começo a compreender melhor o texto.

E outra dica importante é não deixar de lado o dicionário. Tenho vários. São meus amigos, companheiros.
Espero que eu tenha conseguido passar alguma coisa sobre esses sentidos.





terça-feira, 23 de abril de 2013

Entrevista da Carla Coscarelli à revista da Olimpíada da Língua Portuguesa

A Carla Coscarelli foi minha professora na FAFI-BH, em 1993, e tenho muito orgulho em dizer isso:
Segue a entrevista que ela deu à revista sobre Leitura.
Sendo professora, acho de grande valia as dicas que ela dá, mas fico também pensando na falta de infraestrutura para realizar um trabalho como ela propõe, uma vez que a SEE só pensa em números e objetividade, quando a prática de leitura é algo muito mais além...


O professor, o aluno e a leitura

Luiz Henrique Gurgel
Cida Laginestra
Regina Clara
 



Uma conversa com a pesquisadora e especialista no ensino da leitura, Carla Coscarelli. Ela é professora e pesquisadora do Ceale (Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita), da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. Coscarelli fala de questões importantes relativas a uma das ações mais delicadas e complexas do trabalho do professor: o ensino da leitura.

São frequentes as notícias de que muitos alunos terminam o Ensino Fundamental sem saber ler. Isso realmente acontece?

A linguagem e a leitura são competências que as pessoas precisam desenvolver. É preciso procurar formas de detectar o problema e propor ações para solucioná-lo. Às vezes a escola não sabe como lidar com a leitura. Então, quando eu penso em modelo de leitura, busco integrar uma série de estudos. Quando se analisa o livro didático, percebe-se que a maioria das atividades é de localizar a informação, identificar qual é o tema do texto e dar uma opinião ou sair do texto. Trabalha-se pouco com o léxico, a sintaxe, a inferência. Aí, quando chegam as avaliações em massa, como do SAEB [Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica], ENEM [Exame Nacional do Ensino Médio], há um buraco enorme. Constata-se o que a escola ensina e as crianças conseguem se sair bem, por exemplo, localizar informações no texto, dar uma opinião ou extrapolar ou depreender o tema. Mas nas operações inferenciais, tão fundamentais na leitura, os estudantes não se dão bem. Isso precisa ser trabalhado e ainda não foi incorporado pela escola, pelo livro didático. Eu penso a leitura muito como operação mental, como um processo ativo do leitor, em que o professor pode interferir e ajudar.

Como o professor lida como esse tipo de problema, habitualmente?

Quando o professor fala que o menino não sabe ler, ele não está conseguindo identificar qual é o problema que ele tem. Depois de oito, dez anos de escola, não é possível que o menino não saiba ler. Ou ninguém fez nada durante esse tempo todo com ele, ou tem alguma habilidade de leitura que ele não conseguiu superar e ninguém o ajudou. Existem graus de leitura, graus de severidade de leitura. Uma hora, alguém tem que se sentar com esse menino e ensiná-lo, conquistar os pequenos espaços.

Em geral, os professores sabem que ler pode ter vários significados?

A questão metodológica da leitura é embolada. Não se tem muita clareza de como é que se propõe uma boa aula de leitura. A aula de leitura, às vezes, é o professor pedir ao estudante que leia o texto e responda às questões do livro. Não se planeja atividades para se detectar o problema de leitura, nem para ajudá-lo a superar a dificuldade. Você precisa pegar na mão, mostrar, fazer junto, propor situações, servir de ponto de partida. É para dar soluções para as coisas. O menino, às vezes, não consegue ler porque o vocabulário atrapalhou, faltou conhecimento O que é que você faz se durante a leitura encontra uma palavra que não entende? Normalmente, se vai ao dicionário. Olhar no dicionário não é a única possibilidade. Você pode pensar um sentido que caiba nesse lugar, inferir, sacar. Se eu não conseguir, vou perguntar para alguém, dar um jeito, buscar solução. Tem um outro agravante: o ensino de língua portuguesa. A aula ainda é muito pautada no saber da gramática tradicional: frase, oração, estrutura de oração e da sintaxe. A escola perde muito tempo no trabalho metalinguístico e se esquece das estratégias de leitura. O que eu tenho visto é que não se trabalha a leitura, é como se o menino aprendesse o tempo inteiro pela experiência. O professor não tem clareza das habilidades que tem que desenvolver, por onde começar. Quais habilidades o estudante precisa ter para lidar com os textos narrativos, jornalísticos, o poético; com o grau de dificuldade dos textos, a sonoridade, a complexidade do vocabulário e do conteúdo.

E o que mostram as avaliações de leitura?

O resultado das escolas brasileiras no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) - é terrível. A avaliação aborda questões que a escola não trabalha: referência, texto multimodal, relação de textos diferentes, inferência. São raras as didáticas que extrapolam do texto, que instigam a fazer inferência com dados de partes diferentes do texto. A lista do SAEB tem mais de vinte descritores, mas só três ou quatro deles são contemplados nas atividades dos livros didáticos. É possível fazer um planejamento e trabalhar a leitura em progressão. Das habilidades mais fáceis, por exemplo, as narrativas que os estudantes têm muito contato, desde pequenos, nos livros de literatura para os textos mais complexos, como os argumentativos. Eu gosto de trabalhar com um conjunto de textos de vários gêneros, contemplando diversas habilidades. Então, num artigo de opinião, vamos recuperar qual é a tese, quais são os argumentos, como é que o texto é construído, qual é o argumento contra, o argumento a favor, a opinião. O que é fato? O que é opinião? São elementos que a gente precisa identificar e se posicionar diante daquele texto. Outra possibilidade é ler e comparar várias versões de um mesmo conto, por exemplo, o Chapeuzinho Vermelho escrito por Charles Perrault , pelos Irmãos Grimm, ou ainda o Chapeuzinho Amarelo, do Chico Buarque. Eu fico pensando na pesquisa escolar que envolve leitura, busca, curiosidade. O menino corre atrás de um tema, mas sem orientação, recorte, foco. Como fazer pesquisa sem uma pergunta norteadora?

A leitura está presente na formação do professor?

Agora vou assumir a minha culpa. A universidade tem poucas disciplinas para trabalhar a leitura estritamente. Parte-se do pressuposto que os alunos que chegam à universidade são leitores maduros, não precisam desenvolver a leitura. E poucas disciplinas lidam com a leitura do ponto de vista pedagógico, didático. A universidade tem que rever a formação do professor que vai trabalhar com leitura, como ensinar leitura, a metodologia. Porque, às vezes, o professor começa a treinar algumas habilidades que vai cair naquele teste, em prova. Mas não trabalha aquilo de uma forma interessante, de modo que o texto ganhe vida, desperte o gosto pela leitura, a curiosidade de saber mais, a paixão pelos livros. É aí que mora a riqueza. Eu acho que a escola afoga esses meninos com muito conteúdo e o perguntar vai ficando meio guardadinho. O professor precisa pôr o menino para pensar, fazer perguntas, tentar buscar respostas e discutir com o colega, de pensar várias respostas para a mesma coisa. Não tem o certo, o errado, mas tem o possível e o impossível, o bem argumentado e o mal argumentado. É preciso deixar de lado a velha aula expositiva em que o professor fala e os alunos ficam calados.

O que significa ser um bom leitor?

É uma pergunta difícil. Alguns textos são mais comuns no nosso cotidiano. Não se pode falar que tem que ser bom leitor de tudo: crônica, artigo de opinião, divulgação científica, texto de revista, jornais, livros de literatura. Muitos jovens são bons navegadores, mas não são bons leitores. Eles são bons buscadores de informação, mas quando eles acham a informação, o processamento daquela informação é muito raso, superficial. Na hora de ler com um grau de profundidade, fazer inferências, essa habilidade eles não têm, não conseguem avaliar a própria leitura. Outra coisa importante é dar um modelo de como é que se lê, fazer leitura oral com os estudantes. Como é que você lê um poema? Tem menino que lê um poema e lê uma notícia com a mesma entonação, do mesmo jeito. O professor pode levar para sala de aula um texto romântico ou um texto agressivo e perguntar para o grupo como fazer a leitura de cada um desses textos. Como é que é a entonação, a prosódia, a interpretação? Se você lê todas as personagens com a mesma voz, com a mesma entonação, não tem graça. O texto fica ruim. Agora, quando você faz aquele teatro vocal, monta a cor, o figurino, monta o som, você faz um cinema na tua cabeça. É uma outra coisa.
Saiba mais sobre leitura:


 

sábado, 30 de março de 2013


Estudo mede impacto do conhecimento do professor no desempenho do aluno

Medir o impacto do conhecimento do professor para o desempenho escolar do aluno pode soar, à primeira vista, uma tarefa difícil e sem sentido. Difícil porque os instrumentos para avaliar o quanto um docente conhece a disciplina que leciona são raros e, sem sentido porque, em tese, só ensina determinado assunto quem o conhece.
A pesquisadora Raquel Rangel Guimarães, que é estudante do doutorado em Demografia do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), porém, percebeu que esse era um fator importante para avaliar o aprendizado dos estudantes brasileiros e encontrou uma maneira de demonstrar isso.
Durante mestrado realizado na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Raquel avaliou quais eram os fatores que, no Brasil, mais contribuíam para o bom desempenho escolar das crianças, medido por avaliações em grande escala. A qualificação do professor apareceu como determinante . O desafio seguinte foi verificar o tamanho desse impacto.
Raquel considerou, na pesquisa, as notas de estudantes da 4ª série do ensino fundamental e seus professores em provas de Matemática do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Na amostra, foram avaliados os dados de seis Estados brasileiros - os que tinham pior desempenho e fizeram parte do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) entre 1999 e 2003. São eles: Rondônia, Pará, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Os resultados mostram que cada 10 pontos a mais tirados por um professor no teste representam um aumento de, pelo menos, um ponto na nota dos alunos. Os estudantes foram avaliados em uma escala de 0 a 100. Docentes e alunos prestaram as mesmas provas.
"Temos um efeito razoável e estatisticamente significante, que aponta a necessidade de investimento em políticas para a melhoria do conhecimento do professor do conteúdo que ministra", ressalta Raquel. Segundo ela, o efeito é duas vezes maior do que o observado em escolas públicas da Carolina do Norte, mostrado em um estudo de Charles Clotfelter, Helen Ladd e Jacob Vigdor, usado pelos pesquisadores para fazer comparações com o Brasil.
Dados escassos
As análises estatísticas feitas por Raquel e um grupo de colegas estrangeiros – Asha Sitaram e Shimpei Taguchi, de Stanford; Lucia Jardon, da Universidade de Zurique, e Lenora Robinson, da Harlem Village Academies – serão tema de palestra em um congresso da Population Association of America, em New Orleans, nos Estados Unidos, no dia 11.
"Infelizmente, os professores só participaram da avaliação em 1999. Seria fantástico se tivessem aplicado ao longo do tempo. É super difícil definir a qualidade do professor, o quanto ele sabe. O mais próximo que temos para definir um professor de boa qualidade é o conhecimento que ele tem da disciplina e o quanto ele sabe transmitir, que ainda não consegui estudar", afirma Raquel.
Segundo ela, os estudos na área ainda são escassos e deveriam ser mais explorados, porque podem direcionar políticas públicas. "Existe um potencial muito grande para investimento na qualificação do professor. Muitas vezes, parece óbvio mas o que percebemos é que há professores que não conhecem a disciplina que lecionam. É preciso melhorar a capacitação do educador", diz.















































    domingo, 3 de março de 2013

    Jornal em sala de aula

    O poder de um jornal não está só na possibilidade de formar opinião, mas no poder transformador de mostrar aos alunos que há muito para ser lido e aprendido nas páginas de um diário de notícias.
    Tive a iniciativa de pedir alguns exemplares do Jornal O Tempo para trabalhar Gêneros textuais em sala de aula e o resultado  não poderia ter sido melhor, ainda estamos estudando o jornal, mas houve discussões profícuas em torno do jornal, olhar mais atento às manchetes, leitura reflexiva e crítica do editorial e observação dos cadernos Magazine e Carro &Cia, encartes do Jornal "O Tempo".
    Um jornal na mão e várias ideias na cabeça, na E.E.Dr.Simão Tamm Bias Fortes -aula de Português-01/03/2013
    Além de proporcionar uma aula interativa e criativa, os alunos ficam animados e mais interessados nas aulas de sexta feira.
    Uma foto dos meus alunos do EJA com o jornal na mão e várias ideias na cabeça!

    sábado, 2 de março de 2013

    SP convoca, pela quarta vez, docentes reprovados em processo seletivo

    Menos de um mês após o início do ano letivo, São Paulo já está chamando professores temporários reprovados em processo seletivo. É a quarta vez que são convocados, desde que a prova começou a ser aplicada, em 2009.
    Outro lado: Exame de professores temporários não é eliminatório, diz secretaria
    No Estado, há 39 mil reprovados nas escolas ou esperando convocação. Para o governo, os "reprovados" agora são chamados de "classificados".
    Os temporários substituem os profissionais afastados --em licença, por exemplo-- ou assumem aulas que ainda estão vagas ao longo do ano.
    Inicialmente, o governo dizia que o exame era eliminatório e só poderiam dar aulas aqueles que obtivessem índice igual ou superior a 40 pontos --metade das 80 questões.
    Agora, a Secretaria da Educação afirma que o teste, aplicado ao fim de cada ano, é apenas "classificatório" e a contratação está prevista em lei.
    O termo "reprovado", porém, é usado pelas diretorias de ensino nos comunicados sobre atribuição de aulas, aos quais a Folha teve acesso.
    Editoria de Arte/Folhapress

    Ao todo, 138,9 mil candidatos participaram do processo seletivo para professor temporário no final de 2012. Destes, 39,3 mil não acertaram nem a metade das questões --quase um em cada três.
    A secretaria não divulgou o número de reprovados que poderão atuar neste ano porque o processo de atribuição de aulas está em andamento. Na prática, todos estão aptos.
    FORMAÇÃO
    Para a coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Maria Márcia Malavasi, o aprendizado dos alunos pode ser prejudicado.
    "Um professor que tem deficit de 50% do conteúdo da prova é uma situação grave", diz. "A pergunta é: por que esses professores foram tão mal formados a ponto de errarem 50% das questões?"
    Segundo ela, é preciso avaliar se a prova é adequada ao conteúdo ministrado pelo professor e investir em políticas públicas para melhorar a formação dos docentes. "À medida que o
    Estado autoriza a existência de um professor desqualificado é como se ele dissesse que está tudo bem."
    Já para a presidente da Apeoesp (sindicato de professores), Maria Izabel Noronha, o Estado precisa repensar o processo de avaliação. "Quem faz a prova muitas vezes nem se prepara porque sabe que vai ficar só um ano", diz.
    "É uma prova que em nada acrescenta, porque não há excedente de professores, há falta. E se há falta, tem que qualificar. Se todo ano o Estado põe o que não é classificado, por que desclassificar?"
    O salário inicial dos docentes hoje é de R$ 2.088,27, para 40 horas semanais.
    O QUE VOCÊ QUER LER NA FOLHA SOBRE ESTE ASSUNTO